
O perfil do jovem, numa pesquisa que estava lendo (de 2001, portanto, 7 anos atrás), chamou-me a atenção para a constatação que: "poucos desses jovens tem ideais, são movidos pela propulsão do capitalismo, ou seja, pouco se importam com hierarquia (pais, professores, etc.), dando a impressão que poderiam ser de uma nova geração de rebeldia. Porém, no desenrolar da mostragem podemos notar que esses jovens são, em sua grande maioria, conservadores, o que anula a revolução e a sua postura frente à sociedade. Tire suas conclusões!
Referenciando com todo o cuidado que se deve ter ao lidar com resultados de pesquisas cujo escopo se desconhece,
focaliza-se neste artigo um jovem (e ele está em todas as instituições de ensino médio e superior) cujo perfil se pode desenhar pelos seguintes dados, retirados da Revista Istoé/ 1659-18/7/2001, matéria de capa:
1)em relação às “atividades mais freqüentes”, eles optam por: 87%, ouvir música; 84, ver televisão; 71%, falar ao telefone; 65%, estar com amigos; 61%, ir a festas; 53%, ler revistas; 48%, ir a lanchonetes; 48%, ir a shoppings.
2) em relação aos “sete valores capitais”, apresentam:
individualismo = distante das utopias e de projetos coletivos; o jovem estabelece inúmeros compromissos, todos tênues;
hedonismo = o lema é “ficar numa boa”; a busca de auto-satisfação e de prazer é frenética;
conservadorismo = o jovem cresce no sistema e não promove rupturas; consome a transgressão dos outros como espetáculo;
vida videoclipe = dedica pouco tempo a cada uma das inúmeras, e simultâneas, atividades que tem;
diluição da hierarquia= descarta formalidades diante das autoridades
e faz questão de manifestar sua opinião;
culto ao corpo = valoriza o corpo como suporte da hiperatividade e veículo de sedução, utilizando muito as práticas esportivas;
capitalismo = deseja o poder econômico e tem prazer em consumir tudo que se lhe oferece, sem culpa (pesquisa realizada com 500 jovens de classe média e alta, com idade entre 11 e 19 anos).
Deixe sua opinião!
abraços
Como professora concordo com esse artigo. A gente é obrigada a dar aula, não que não queremos ministrar boas aulas, e eles - a maioria dos alunos - fingem que aprendem; infelizmente é a realidade.
ResponderExcluirTaís
Penso da mesma maneira, prof. Taís, já ministrei cursos (e não eram baratos!)com o mesmo resultado.
ResponderExcluirSou aluno, e apoio a opinião de vocês, jovens de hoje em dia, não estão nem ai para o que os seus "disciplinadores" dizem, pensam que sabem fazer as coisas da maneira deles, e muitas vezes não são exatamente a unica e nem a melhor maneira!
ResponderExcluirEduardo