quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Mudança climática e aumento na incidência de raios


Porque será que está aumentando tanto o número de incidências de ráios no Brasil? Osmar Pinto Junior, coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e autor do livro Os raios nos trópicos: de uma fonte de fogo a um sistema de monitoramento de mudanças climáticas, mostra que o risco de prejuízos serão bem maiores do que se previa.

Um planeta com mais raios é o que a humanidade terá de enfrentar em um futuro próximo. Isso é o que sugere o livro Lightning in the tropics: from a source of fire to a monitoring system of climatic changes (Os raios nos trópicos: de uma fonte de fogo a um sistema de monitoramento de mudanças climáticas), lançado agora em novembro pela Nova Science Publishers, de Nova York, nos Estados Unidos.

“A tendência global de crescimento na frequência de raios ocorrerá, fundamentalmente, devido ao aumento de temperatura provocado pela maior concentração de gases de efeito estufa na atmosfera”, afirma Osmar Pinto Junior, autor do livro e coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Além do aumento no número de incidência de descargas atmosféricas, a distribuição geográfica do fenômeno também sofrerá alterações.

Para chegar a essas conclusões foram analisados resultados obtidos nas grandes áreas urbanas e pela maioria dos modelos climáticos, juntamente com a evidência disponível de que existem mais raios no planeta durante a ocorrência do fenômeno El Niño (aquecimento das águas do oceano Pacífico Equatorial), do que durante o La Niña (resfriamento destas águas). “A temperatura é o fator preponderante para a ocorrência de tempestades e, consequentemente, de raios. Contudo, as variações de temperatura em uma dada região dependem também das mudanças nos sistemas de circulação globais da atmosfera e das variações das temperaturas na superfície dos oceanos”, comenta o autor.

O Brasil é hoje o campeão mundial de raios e deverá continuar sendo. De acordo com o Elat, as observações feitas por satélite já indicam um aumento de 18 % na incidência de descargas atmosféricas nos últimos dez anos e a tendência é de que ocorra um acréscimo ainda maior nas próximas décadas. “Os raios deverão aumentar em geral no país, mas em algumas regiões este aumento deverá ser mais significativo, como é o caso da região Amazônica. Contudo, é possível que em pequenas regiões, principalmente no sul do país, ocorram diminuições”, avalia. O pesquisador do Inpe acredita que essas previsões dependem do cenário climático que deverá ocorrer nas próximas décadas em função das ações que serão ou não tomadas para evitar o ritmo de aceleração das mudanças climáticas.

As mudanças no clima sempre existiram ao longo da história do planeta, repercutindo em variações da temperatura global e, assim, alterando a incidência de raios. A diferença é que as mudanças enfrentadas hoje, dizem os especialistas, estão ocorrendo em uma escala de tempo muito menor, isto é, em décadas ao invés de milhares de anos. Outro agravante é que o planeta nunca foi tão populoso e com tecnologias tão sensíveis, o que pode implicar em mais mortes e prejuízos causados pelo aumento da incidência de raios. No Brasil, as consequencias podem ser agravadas, já que a estimativa é que, anualmente, haja cerca de 50 milhões de descargas atmosféricas, que causam em média 100 mortes e em um prejuízo R$1 bilhão.

O livro de Osmar Pinto Junior é o primeiro a abordar a relação entre raios e aquecimento global, apontada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC) como extremamente importante para a compreensão das mudanças climáticas. A publicação revela que, assim como no passado os raios tropicais foram a principal fonte do fogo, o que representou uma das grandes conquistas da humanidade, no futuro eles serão fundamentais para monitorar as mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global, particularmente o aumento de furacões e de tempestades severas.

A maior parte dos raios ocorre, atualmente, na região tropical do planeta, principalmente na porção central do continente africano, na região tropical da América do Sul e na Indonésia. Esse fato já era conhecido até mesmo há 200 anos, como pode ser evidenciado na carta escrita pelo Marquês da Borba para a sua família, em 1808, quando ele chegou ao Rio de Janeiro com Dom João VI. Ele escreveu que diariamente ocorriam trovões como ele jamais havia escutado. Apesar disso, a informação sobre raios nos trópicos é ainda escassa, mas há importantes esforços para reuni-la e analisá-la, como exemplifica a obra do pesquisador do Inpe.

Fonte: Revista Com Ciência - SBPC/Labjor
Mudanças climáticas aumentam incidência de raios para próximas décadas
Por Iara Cardoso

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Quais são os responsáveis pela regulagem do clima?


Quem imagina que somente as selvas são o "pulmão do mundo", e o único regulador do clima terrestre está redondamente enganado. Os oceanos tem exercido um importantíssimo papel na filtragem do dióxido de carbono e, nesse estudo, realizado nos EUA, mostra-nos que eles chegaram quase à exaustão, e seu limite de filtragem já estaria se esgotando.

Os oceanos têm um papel fundamental na regulagem climática, absorvendo cerca de um quarto de todo o dióxido de carbono lançado pela ação humana. Agora, o primeiro levantamento ano a ano desse mecanismo desde a Revolução Industrial indica que os oceanos estão sofrendo para acompanhar o aumento nas emissões.

A consequência, apontam, poderá ser desastrosa para o clima no futuro do planeta. A pesquisa, feita nos Estados Unidos, foi publicada na edição desta quinta-feira (19/11) da revista Nature.

Samar Khatiwala, da Universidade Columbia, e colegas estimaram que os oceanos absorveram um recorde de 2,3 bilhões de toneladas de dióxido de carbono resultantes da queima de combustíveis fósseis em 2008. Mas, com o aumento na quantidade total de emissões, a proporção absorvida pelos oceanos desde 2000 caiu em cerca de 10%.

Modelos climáticos desenvolvidos anteriormente haviam previsto uma diminuição nesse processo, mas o novo estudo é o primeiro a quantificar essa queda.

Enquanto trabalhos anteriores haviam atribuído a mudança à diminuição do ozônio na estratosfera e a alterações na circulação oceânica induzidas pelas mudanças climáticas, a nova pesquisa sugere que o motivo é mais simples: os oceanos chegaram ao limite, tanto físico como químico, de sua capacidade de absorver o dióxido de carbono.

“Quanto mais dióxido de carbono, mais ácido fica o oceano, reduzindo a capacidade de manter o CO2”, disse Khatiwala. “Por causa dessa consequência, com o tempo o oceano se torna um repositório menos eficiente do carbono antrópico. A surpresa é que podemos estar diante das primeiras evidências disso, talvez combinado com a circulação mais lenta por causa do aumento nas emissões.”

Segundo o estudo, o acúmulo de carbono industrial nos oceanos aumentou enormemente na década de 1950, à medida que os oceanos passaram a tentar acompanhar o ritmo acelerado das emissões em todo o mundo.

As emissões continuaram a crescer e, no ano 2000, atingiram tal volume que os oceanos passaram a absorver menos CO2 proporcionalmente, ainda que o total em peso tenha continuado a aumentar. Hoje, segundo a pesquisa, os oceanos mantêm cerca de 150 bilhões de toneladas de carbono industrial, um terço a mais do que em meados da década de 1990.

Cerca de 40% do carbono entra nos oceanos por meio das águas geladas próximas à Antártica, porque o dióxido de carbono se dissolve mais rapidamente nas águas mais frias e mais densas do que nas mais quentes. Dali, as correntes transportam o carbono para o norte do planeta.

Capacidade esgotada
Agência FAPESP

O artigo Reconstruction of the history of anthropogenic CO2 concentrations in the ocean, de Samar Khatiwala e outros, pode ser lido por assinantes da Nature

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sábado, 31 de outubro de 2009

PageRank Google Out/2009 - Respostas da Google

Para quem se interessa pelo PageRank da Google e, tendo em vista a última atualização em 30/10/2009, as informações a seguir podem deixá-lo muito, mas muito mais tranquilo, afinal, eles mesmos não estão dando mais muito valor a esse mecanismo como essencial, apenas indicativo.

O Google tem se livrado do peso do seu PageRank na Webmaster Tools. Barry Schwartz, em entrevista pontual à Search Engine Roundtable, abre o jogo para essa discussão, com uma explicação do webmaster do Google Trends e a analista Susan Moskwa.

"Temos de dizer às pessoas, por um longo tempo, que não devem se debruçar tanto nos números do PageRank Os proprietários de sites parecem pensar que essa é a métrica mais importante para eles, o que simplesmente não é verdade", diz Moskwa. "Nós removemos, porque nós sentimos que era bobagem dizer às pessoas para não pensar nisso, mas, depois mostrar-lhes os dados, o que implica que eles devem olhar para ele."

Pesquisadores de marketing estão se perguntando por que o Google diz que as pessoas não devem notar o PageRank e removê-los do Webmaster Tools, mas o mantém na barra de ferramentas do Google. "Em 2007, o Google queria um feedback sobre como remover o PageRank da Barra de ferramentas", afirma Schwartz. "Eu senti que era uma boa idéia, mas a ela não foi implementada. A Google pode não remover o PageRank da barra de ferramentas, afinal, é sua marca. Não importa o quanto Matt Cutts, e a qualidade da equipe de pesquisa do Google, somadas às tendências de webmaster desejem retirá-lo, não pude observar os executivos do Google, venham a permitir isso ".

Andy Beal da área de Marketing diz que o papel do PageRank foi reduzido a nada mais do que um ponto de conforto "para profissionais de SEO". Ele acrescenta: "Digo isto, com um alto grau de confiança, que a maioria dos SEOs experientes trabalham sobre os dados do Google Webmaster Tools, e que aos novos, a indústria provavelmente deixará a barra de ferramentas ser o seu único farol orientador."

Ele também observa, no entanto, que os dados do PageRank ainda podem ser úteis. Por exemplo, pode ser um bom indicador do comportamento de um site no índice do Google. No verde, significa que há algo a investigar", afirma Beal.

Apesar desta utilidade, porém, Moskwa praticamente encerra o caso com a posição do Google sobre ele. Na verdade, ela ainda aponta para uma página de perguntas freqüentes, FAQ, (abaixo) sobre rastreamento, indexação, ranking , onde afirma que os webmasters não devem se incomodar mesmo sobre isso. Diz também que o PageRank é apenas um, dos mais de 200 sinais que podem afetar o seu site, quando este é rastreado, indexado e classificado.

por: Chris Crum, da equipe WebProNews e da Rede iEntry do B2B Publicações, desde 2003.

em: http://www.webpronews.com/topnews/2009/10/15/google-ditches-pagerank-in-webmaster-tools


FAQ Google:
http://sites.google.com/site/webmasterhelpforum/en/faq--crawling--indexing---ranking#pagerank

Perguntas: Meu site PageRank subiu / desceu / não mudou nos últimos meses!
Respostas: Não se preocupe. Na verdade, não se incomode de pensar nisso. Nós só atualizamos o PageRank, exibido na Barra de Ferramentas Google, algumas vezes por ano.
Esta é a nossa sugestão mais respeitosa, para que você se preocupe menos sobre o PageRank, que é apenas um de mais de 200 sinais que podem afetar o seu site quando este é rastreado, indexado e classificado. O PageRank é um um sistema métrico fácil de se focar. Mas, apenas porque é fácil, não significa que ele é útil para você como um proprietário do local (blog ou site). Se você está procurando métodos de averiguação para o seu site ou blog (métricas), nós sugerimos que confira os seus dados no Analytics, e pense sobre as taxas de conversão, o ROI (retorno sobre investimento), a relevância, ou outras métricas que realmente se correlacionam com ganhos significativos para o seu site ou negócio.

Depois de tudo explicadinho, se você ainda quiser saber a quantas anda o seu PageRanK, clique no link abaixo, e coloque a sua URL inteira: exemplo: http://seusite.com

http://www.prchecker.info/check_page_rank.php

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Cartilha sobre a Lei de Estágio de Estudantes (download) + VAGAS ABERTAS ESTAGIÁRIOS

Ao baixar a cartilha sobre a legislação de estágio de estudantes, publicada pelo governo federal, você terá esclarecimentos sobre as seguintes normas:

- Orientação Normativa nº 7, de 30 de outubro de 2008
- Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008
- Lei nº 6.494, de 7 de dezembro de 1977
- Lei nº 8.859, de 23 de março de 1994

Para acessar a cartilha clique em:

www.mte.gov.br/politicas_juventude/cartilha_Lei_Estagio.pdf

VAGAS

TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL (TRF) - 5ª Região - Recife (PE) - Processo Seletivo de estagiários, para as seguintes vagas: Administração (11), Arquitetura (1), Biblioteconomia (4), Ciências Contábeis (3), Ciências da Computação ou correlato (5), Comunicação Social ou Jornalismo (1), Direito (85), Engenharia Civil (1), Engenharia Elétrica (1), Publicidade (1), Relações Públicas (1), Serviço Social (1), Web Design (1).

As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet, das 10h do dia 28 de outubro até as 18h do dia 15 de novembro de 2009, no site da TRF ou da Sustente:

www.trf5.jus.br

www.sustente.org.br

Taxa de inscrição: R$ 19,00

Requisitos: o candidato deverá estar regularmente matriculado e cursando: a) no mínimo, a metade do período total do curso; e b) no máximo, até o antepenúltimo semestre do curso.

Remuneração: auxílio financeiro de R$ 697,50 e auxílio transporte diário de R$ 5,00.

As provas serão realizadas exclusivamente no Município do Recife, com previsão para o dia 29 de novembro de 2009, em local e horário a ser informado nos sites do TRF e da organizadora.

COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO (SABESP) - Concurso Público para estagiários de Direito, com 31 vagas, distribuídas entre as cidades de São Paulo, Botucatu, Caraguatatuba, Franca, Itatiba, Lins, Registro, Santos e São José dos Campos.

As inscrições para o concurso serão feitas somente pela Internet, de 28 de outubro a 10 de novembro de 2009, no endereço eletrônico:

www.esppconcursos.com.br

Taxa de inscrição: R$ 6,44 (recolhida através de boleto bancário)

Requisitos: o estudante deverá estar regularmente matriculado em instituição de ensino público ou privado, cursando o penúltimo ou o último ano do curso.

Valor da bolsa auxílio mensal: R$ 800,18

Data das provas: prevista para o dia 22 de novembro de 2009

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Livro sobre o Clima na América do Sul - Download


Download do livro Políticas Públicas, Mitigação e Adaptação às Alterações Climáticas na América do Sul. O Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo lançou o livro Public Policy, Mitigation and Adaptation to Climate Change in South America, que reúne contribuições de participantes da 3ª Conferência sobre Mudanças Globais – América do Sul, realizada em novembro de 2007 pelo Grupo de Pesquisa de Ciências Ambientais do Instituto.

A conferência teve a participação de mais de 500 pesquisadores de diversos países. Segundo o IEA, o objetivo foi explicar tanto a dinâmica do clima como as alterações que sua variação pode gerar, em especial às atividades humanas. O livro traz as exposições dos integrantes das mesas-redondas e uma seleção dentre os 120 trabalhos apresentados.

Gratuita e disponível apenas em formato digital, a obra aborda as mudanças climáticas sob quatro perspectivas: relações internacionais e políticas públicas, mitigação, adaptação e consequências aos sistemas naturais. Os editores são Pedro Leite da Silva Dias (IEA e Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP), Wagner Costa Ribeiro (IEA e Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP), João Lima Sant'Anna Neto (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp) e Jurandir Zullo Jr. (Centro de Pesquisa Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da Universidade Estadual de Campinas).

O livro pode ser baixado em formato pdf aqui Download

América do Sul diante das mudanças climáticas
Agência FAPESP

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